A PERCEPÇÃO DOS MAGISTRADOS SOBRE A UTILIZAÇÃO DA CONSTELAÇÃO FAMILIAR NO PODER JUDICIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS

ANA PAULA SANTANA DA SILVA

Resumo


Com intuito de estimular a celeridade nas respostas processuais advindas do Poder Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça - CNJ vem implantando projetos de conciliação e mediação que auxiliem na pacificação dos conflitos. A Resolução CNJ 125/2010 juntamente com o Código de Processo Civil de 2015 – CPCP/2015 e a Lei 13.140/2015 possibilitam a satisfação efetiva dos conflitos entre as partes de forma harmônica. Nesse movimento conciliatório e mediador do Poder Judiciário surge a constelação familiar, técnica terapêutica breve fundamentada nas Ordens do Amor e sistematizada pelo psicoterapeuta Bert Hellinger. A chegada da constelação no Poder Judiciário coincide com um contexto de morosidade judicial e de protesto social quanto à agilidade nas resoluções de conflitos e à busca por alternativas que desafoguem a máquina pública. Diante desse panorama, surgiu o questionamento de como os magistrados do Poder Judiciário do Distrito Federal percebem a utilização da Constelação Familiar no âmbito judicial. Assim, a pesquisadora, utilizando-se da observação participativa e de entrevistas semiestruturadas, analisou a percepção de seis magistrados e da consteladora que ajudou na implantação do projeto Constelar e Conciliar, implementado pelo TJDFT em sua jurisdição, com o objetivo de identificar pontos relevantes e sugerir melhorias ao projeto.


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