Tema Repetitivo 1.137 do STJ: Constitucionalidade, Parâmetros de Aplicação e Sistematização Jurisprudencial Pelo Superior Tribunal de Justiça das Medidas Executivas Atípicas
Resumo
Resumo: O artigo analisa a constitucionalidade, os limites e os critérios de aplicação das medidas executivas atípicas previstas no art. 139, IV, do Código de Processo Civil de 2015, à luz da sistematização jurisprudencial promovida pelo Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Tema Repetitivo 1.137. Parte-se do diagnóstico de uma crise estrutural da execução civil brasileira, marcada pela recorrente frustração da tutela jurisdicional na fase satisfativa, o que motivou a superação do paradigma da tipicidade estrita dos meios executivos. O estudo demonstra que a cláusula geral executiva possui fundamento direto na Constituição Federal de 1988, especialmente nos direitos fundamentais de acesso à justiça, duração razoável do processo e efetividade da tutela jurisdicional, conforme reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 5.941/DF. Em seguida, reconstrói-se a evolução legislativa e dogmática que conduziu à adoção da atipicidade executiva, destacando-se sua função de enfrentar estratégias contemporâneas de inadimplemento e blindagem patrimonial. O núcleo do trabalho concentra-se na análise dos parâmetros vinculantes fixados pelo STJ, que condicionam a aplicação das medidas atípicas à fundamentação concreta, à proporcionalidade, à subsidiariedade em relação aos meios típicos, ao contraditório substancial e à finalidade estritamente satisfativa. Conclui-se que as medidas executivas atípicas são constitucionais e indispensáveis para a efetividade do sistema, desde que aplicadas dentro de uma moldura hermenêutica rigorosa, capaz de equilibrar a tutela do crédito com a preservação dos direitos fundamentais do executado.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
O(s) autor(es) do trabalho acima descrito concorda(m) com as regras a seguir:
1) Todos os autores participaram do trabalho e são responsáveis pelas ideias e conceitos nele emitidos e que está conforme os princípios éticos permitidos.
2) Todos os autores concordam com a forma final do trabalho e em ceder os direitos para publicação nos canais de publicação da Escola de Direito do IDP.
3) O Autor informa que o trabalho é de sua autoria e que assume a responsabilidade, declarando que a obra a ser publicada não infringe quaisquer direitos de propriedade intelectual de terceiros.
5) O(s) autor(es) concordam com a reprodução de pequenos trechos do trabalho, em outras publicações do IDP.
6) Por fim, por ser(em) titular(es) da respectiva propriedade literária, assumindo integral responsabilidade diante de terceiros, quer de natureza moral ou patrimonial, em razão de seu conteúdo, declara(m) que a obra entregue é original, e não infringe quaisquer direitos de propriedade intelectual de terceiros. Pelo presente termo, autoriza(m) a edição de seu trabalho e cede(m) à Escola de Direito e Administração Pública do IDP os direitos de autor para reproduzir, editar e publicar ou veicular o citado trabalho em qualquer forma midiática, resguardada a autoria, em particular sob forma digital, em arquivo eletrônico on line na Internet. Esta concessão não terá caráter oneroso para a Escola de Direito do IDP, não havendo remuneração sob qualquer modalidade pela utilização do referido material, tendo este o caráter de colaboração científica. O(s) Autor(es) tem(têm) ciência de que a publicação do trabalho poderá ser recusada caso o Conselho Editorial não ache conveniente sua publicação, seja qual for o motivo, sendo que esta atitude gere responsabilidade e/ou ônus de espécie alguma, a qualquer título, por parte do Portal de Periódicos do IDP. Os Editores, juntamente com o Conselho Editorial Portal de Periódicos do IDP, reservam-se o direito de modificar o texto, quando necessário, sem prejudicar seu conteúdo, com o objetivo de uniformizar a apresentação e atender às normas de edição próprias.
Os autores concordam com os termos da Declaração de Direito Autoral.