Governança corporativa e riscos na economia financeirizada
Uma contribuição de Kalecki
Resumo
Este artigo analisa a governança corporativa, sua relação com a maximização dos lucros dos investidores e a evolução da dinâmica das empresas capitalistas nas últimas décadas. Explorou-se a influência da governança corporativa na estrutura das empresas de capital aberto, observando como ela restringe o poder dos gerentes e coloca a ênfase nos acionistas. Utilizou-se a teoria de Kalecki para examinar a eficiência marginal do investimento, destacando a importância dos juros e dos riscos de mercado na otimização dos ganhos dos investidores. Também se discutiu a velocidade da lucratividade marginal líquida e sua relação com a alocação de recursos e a riqueza financeira das empresas. Observou-se como a financeirização influenciou a governança corporativa, transformando-a em um sistema voltado para interesses financeiros. A globalização e a descentralização das decisões em prol dos acionistas são consideradas como características centrais da governança corporativa. A conclusão é que que a governança corporativa se tornou uma estratégia de acumulação capitalista que concentra o poder nas finanças, transformando a produção em subordinação às demandas do mercado e dos investidores.