ANÁLISE DO SPREAD BANCÁRIO BRASILEIRO
UMA VISÃO POLÍTICA-MACROECONÔMICA E O CONTEXTO DA COVID-19
Resumen
Este trabalho contribui para discussão sobre o spread no Brasil, por meio de modelos em painéis e dados do Banco Central do Brasil (BC), avaliando o comportamento de duas modalidades – Crédito Consignado (Pessoa Física) e Crédito para Capital de Giro (Pessoa Jurídica). O estudo demonstra que os determinantes do spread são válidos, contudo, destaca o papel da instabilidade política, que aparece como significativa para explicar a mudança do spread nas linhas de crédito. O período observado corrobora o choque exógeno para a elevação do spread entre os anos de 2015 e 2016 – período no qual se acentuou a percepção do risco político no Brasil, conforme Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do BC, de 2018, e que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e quebra de previsões econômicas, afetando negativamente a economia. De maneira mais recente, inclui a Covid-19 para verificar o comportamento do spread após a pandemia 2020.