HOUVE UM RISCO DE CONTÁGIO NO BRASIL EM RELAÇÃO ÀS CRISES NA TURQUIA E NA ARGENTINA EM 2018?

Sérgio Ricardo de Brito Gadelha

Resumo


Em 2018, Turquia e Argentina passaram por crises. No que se refere à Turquia, ao acelerar a economia por razões políticas, constatou-se o estabelecimento de, pelo menos, três desequilíbrios: desequilíbrios na conta corrente do balanço de pagamentos, elevada taxa de inflação e déficit público. Além disso, a forte desvalorização real da moeda da Turquia provocou turbulência nas demais economias de mercados emergentes do G20, indicando temores de contágio da crise turca principalmente nos países mais dependentes de capitais estrangeiros. Fatos estilizados mostram que a baixa taxa de juros resulta em elevação da taxa de inflação e depreciação real da moeda. Essa depreciação cambial, por sua vez, pode impactar inúmeros passivos expostos à moeda estrangeira. Se o governo mantivesse o ajuste da economia turca, provavelmente haveria aumento da inadimplência e forte retração do crédito. Em resumo, a Turquia tem o maior déficit em conta corrente do balanço de pagamentos do G-20, além de ser uma economia em superaquecimento e forte desvalorização cambial. Por um lado, investidores e analistas defendiam que o Banco Central turco aumentasse as taxas de juros para defender sua moeda e controlar a inflação. Por outro lado, a resposta do governo turco se baseou em flexibilizar índices de reservas obrigatórias para os bancos, com o objetivo de conter a desvalorização da moeda nacional e evitar problemas de liquidez.

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