Bolsa Família sob a Ótica das Falhas de Mercado: Capital Humano, Externalidades e Bem-Estar

Autores

  • Ana Carolina Argolo Nascimento de Castro IDP
  • Daniela Maia dos Santos Assis IDP
  • Luiza Carneiro Brasil IDP

Resumo

Este ensaio avalia o Programa Bolsa Família (PBF) pela técnica de quatro passos para análise de intervenções estatais, com foco na eficiência econômica. Argumenta-se que a principal falha de mercado combatida pelo programa é a subprovisão de capital humano: a vulnerabilidade social gera externalidades negativas — má nutrição, evasão escolar, mortalidade infantil — que o mercado, isoladamente, não corrige. Indicadores do período pré-2003 dimensionam a falha: coeficiente de Gini acima de 59, taxa de mortalidade em menores de cinco anos de 27,2 por mil e prevalência de desnutrição infantil de 13,5% em 1996. As condicionalidades de saúde e educação internalizam externalidades positivas e convertem consumo imediato em investimento. Reconhecendo falhas de governo — inclusão indevida, exclusão de elegíveis, desincentivo ao trabalho e uso eleitoral —, conclui-se que o benefício social líquido da intervenção é positivo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-07-09

Como Citar

Ana Carolina Argolo Nascimento de Castro, Daniela Maia dos Santos Assis, & Luiza Carneiro Brasil. (2026). Bolsa Família sob a Ótica das Falhas de Mercado: Capital Humano, Externalidades e Bem-Estar. Boletim Economia Empírica, 6(1). Recuperado de https://www.portaldeperiodicos.idp.edu.br/bee/article/view/9178

Edição

Seção

Artigos